A “Granja da Liberdade” – a aparente liberdade no fazer e a vontade de potência –

 

 

A “Granja da Liberdade”

– a aparente liberdade no fazer e a vontade de potência –

Por Yuri Castello

No ninho da sociedade moderna, os homens são ensinados pelo costume: as ações sociais se repetem, os pais brigam diversas vezes pelo mesmo assunto, as mães preocupam-se com os filhos quando estes saem de casa, as diversões são comuns (churrasco, bebidas, show, etc.) e exaltadas como âmparo de liberdade ante a consumada sociedade moderna.

               O homem vive um paradoxo – de um lado a segurança proporcionada pela organização material com vistas à contribuição científica de cada cidadão na sociedade. De outro, as questões humanas pedem urgência na transformação dos modelos sociais para que prezem mais as necessidades básicas e menos as secundárias, criadas pelas tecnologias e pelas badaladas diversões que estas proporcionam,dentro desse novo contexto em que vivemos: virtual, porque sem barreiras concretas entre as ideias e projeções imagéticas das mídias, e estético, porque traz novas formas de buscar a idealização do belo e do socialmente almejável, através de “variações” na gama de atividades e lugares. A pergunta que fica, quanto a estas mutações é se, nesta busca por “algo mais” através do superficial, da exacerbação das impressões, na valorização de contextos e atividades culturais, não estariam levando o homem a uma alienação de suas necessidades diretas e tornando-o “objeto” de seu próprio consumo – “eu gozarei disso”, “eu serei isso” – fazendo-o perder o senso de suas necessidades básicas, fechar os olhos para a dimensão sensível do humano e tornar o foco turvo: as coisas primeiramente, o ser do homem depois?

              O que vivemos hoje é apenas um processo de fragmentação, lastimável por causa da inquietude, útil pelo seu caráter dinâmico de abertura constante à análise e às possibilidades – porém, carecendo de profundidade! Com todos os mecanismos científicos que possuímos hoje em dia, não seria hora de a sociedade permanecer atenta ao seu próprio processo de relação com os saberes constituídos? Quero dizer: não deveria o homem tornar o saber a respeito das coisas secundário à sua observação, para não perder sua identidade ao tornar-se suscetível à perda do foco de que já falamos?

              Tudo na sociedade moderna é sintoma deste processo – o ter pelo ser, já dizia Erich Fromm –. E a pergunta de todo aquele ainda jovem em seu intento por uma sociedade feliz, ativa em sua busca de liberdade, é: como romper com as impossibilidades e construções idealizadas do passado social sem perder o foco de minha adaptação e conformidade com o mundo já instituído que, invariavelmente, vejo a minha volta? A resposta para tudo isso está no medo de ser, medo de perder a segurança da conformidade com um eu idealizado a partir de um contexto cultural pouco conhecido.

“Ame o que está fazendo e esse profundo interesse por tudo abrirá a tua percepção e te tornará livre”

              A causa disso é a constante sobreposição do descobrir pelo introjetar e/ou a costumeira forma de ensinar as crianças, desde cedo, através da coerção social e da adequação a “modelos sociais de liberdade”, focados nas necessidades de algo externo a elas! Esse “descobrir” pouco perceptivo cria a ilusão de conhecer algo, sendo que, na verdade, há uma sobreposição do processo pela meta, do construir pela ânsia de acabar, do ter pelo ser: a substância do ser feliz passa então a ter como donos os objetos mentais dos homens: o dinheiro, a cor da pele (em alguns casos), as aparências e por aí vai*!

              Tudo é decorrente de uma fala de reflexão, uma suscetibilidade à alienação, ao deixar-se levar por uma obsessão pela exterioridade – como se o mundo fosse ditado de fora para dentro e não de dentro para fora (como realmente o é) *².O ser, quando livre, corre solto pelas planícies limpas da percepção, de forma clara, direta e prática; não sobrepõe-se pelas complexidades da “falta”, da necessidade de “algo mais” que seja existente fora de si e que , crer-se-ia, lhe daria a felicidade dentro do contexto que esse algo determinado lhe traz!

              Desta forma, a sabedoria urge concretizar o seu ideal pulsante por plenitude. A sabedoria pulsante, interna, a qual denominamos, seria uma fuga das idealizações cristalizadas, que pautam o ser num comodismo paradoxal: parece que têm, parece que é, mas não têm, e não é! Tudo o que é obtido, nesse contexto alienante, é tão fugaz como o vento – porque não tem substância própria nem constante: é uma criação projetiva que busca algo fixo, e, quando acha, descobre que a necessidade de um fator que lhe pulsava a locomoção, o querer, não era o que pensava! O referencial jamais será o referente! O referente existe anteriormente ao referencial, e a meta humana nunca encontrará, na obsessão por conquista, algo que liberte os homens da eterna busca por mudança, por “algo mais”!

              Pois isso, a “sabedoria pulsante” é aquela que escolhe a vida, holisticamente/globalmente, sem atentar para a utilização/criação de seguros recortes, que tragam segurança e ilusório contentamento devido à crença no direcionamento ou à fugaz gratificação da conquista de algo pré-almejado. Entretanto, o foco não está nem mesmo neste processo, mas na constância na sobreposição da percepção direta, fluida, e no auscultamento humano. Toda criatividade humana vem de um apaixonado senso de liberdade, de não seguir só saberes, mas insights, intuições inexplicáveis da criatividade!

              A sabedoria está, então, no processo, na liberdade no proceder; na amável, porque intensa, ‘busca’ pelo exercício da inteligência criativa, devido ao desapego pelo construído e o consequente vão criativo que permite a análise clara, desobstruída pelas percepções anteriores, gerando o amor ao desconstruído, garantindo ao ser a felicidade no desapego e, por isso, um fluido “embate” psicológico com a realidade que o cerca: na hora do contato, não são criadas projeções que definam o que está às vistas – o saber se revela por si mesmo, pela autonomia do processo: o medo de ser, de não perceber-se como uma autodeterminação, que se define e se objetifica, dá lugar à autonomia de viver e a um senso de identidade na relação concreta do percebido, do cabalmente vivo. Isso gera a desalienação do ser humano pelos seus processos mentais inconscientes, que requeriam toda a atenção, numa espécie de sonho imagético vivido em estado de ‘vigília’(acordado)! Isso não implica tornar o homem maquinal, sem subjetividade, mas, sim, limpar toda a subjetividade de quaisquer maquinações! O processo relatado tornara o homem verdadeiramente orgânico e feliz em sua autenticidade de perceber-se livremente, conforme se faz*³!

              Até este ponto a necessidade por segurança têm se sobreposto à dinâmica pela liberdade, do brincar consciente no mundo em que o ser vive. De fato, ser livre é tornar-se real – não buscar projeções, mas ser, simplesmente**.

“Não saber o que se está fazendo é essencial para ser livre*¹²” – a ciência concreta, material, é o único fator que foge disso. Entretanto, sua necessidade nos traz segurança, conforto, e não, necessariamente, felicidade!

Há como conciliar saber construído com o inebriante desconstruído: tornando o primeiro, sendo essencialmente útil, submetido à utilidade – o que ressaltará a cabal presença da realidade subjetiva da desconstrução. Ambos são subjetivos porque internos – mas um é primordial ao outro. Isto é simples: trata-se de amar o humano e o que ele tem de possibilidades, ao invés de subordiná-lo, culturalmente, às crença do vir-a-ser, tornando o processo do saber deturpado pela ânsia e pela falta de contentamento próprio  devido à busca inconsciente pelos determinismo do vir-a-ser quando idealizados em metas de realidade própria!

O vir-a-ser é conseqüência de ser – nada mais,nada menos. A inquietude, o desgaste e o sofrimento são ilusões: frutos da negação da realidade: da sobreposição do ser relacional, único,e não determinável, por imagens , projeções e metas , gerando a perda do contexto pelo contextualizar apressado, por apego às crenças devido ao medo de ser sem adequações(…).”

Como resolver issooo: tolerância e devotamento à paciência, ao desapego às reações e às crenças; criar um espaço para o pensar e para considerar questões humanas, padecimentos e ‘vontades de potência’.

Aqui entra o desenvol da frase: “ser completamente anti-social é ser verdadeiramente sociável”, isto é: não pensar em si é o processo mor e final do esquecer! (Isso dá um novo texto relacionado ao “ Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância” – 1 deles obejito e o outro emotivo/subjetivo.ACRESCENTADO AGORA:E A BENÇÂO DO ESQUECIMENTO È O QUE POSSIBILITA A LIBERDADE EM VER, A ACUIDADE, E A DESENVOLTURA EM SER. A contingência/meditação no contato serve para todos os 9 egos – como adaptar a linguagem dessa entrega a cada ego?Meditação: para todos.

Dar exemplos práticos, concretos e meditativos, analisando comportamentos que denunciam isso, Oferecendo depois práticas teatrais e perceptivas, ressaltando o meio termo da terapia com base cognitiva (distante do agora): baseada na conversa, e prXoX ancoramento no corpo e ,depois, nas percepções da mente.

“Sabedoria é desconstrução, processo, saber é secundário e quase sempre desnecessário. O saber é uma ilusão, o inebriamento – uma verdade! Ao manifestar o saber, detenha-se, dentro de si, na sabedoria – só assim não se alienará pelo “conhecimento das coisas”: não lhes dê o patrimônio da sua autoestima ou doa determinação do seu Ser. Sua percepção deve ser clara como a água, como o sol que tudo abrange e tudo vê – seem preterir pela/através da preferência. Veja tudo, sem fuga, sem alienação, sem negação. Não determine, veja – isso é ser verdadeiro para consigo, acolhedor e amante para com o mundo!”

“O amor ao processo é a única liberdade da existência”.“A meta é uma ilusão, bem como o saber contruído”.  M de Lu.

“Na vida, o mais importante é navergar, e não chegar ao destino” =~= Poeta español.

 *¹²: citar sayparem sobre não saber o que se está fazndo ser o ideal!

 Tudo é uma questão de ver, porque acha que vê, quando, na verdade, não vê: esse é o paradoxo do conhecimento e da sociedade moderna**¹²³. No campo da ciência tudo vai bem por modelos representativos e contextos convencionados – isso impulsiona um avanço e um meio de enraizar o que já foi cientificamente pesquisado. Entretanto, no campo interno do humano essas leis não podem processar-se satisfatoriamente, visto que o que gera o sofrimento dentro deste é justamente a necessidade de adequação a algo, geralmente sem uma necessidade real, ou a adequação do ‘’ato de ver’’ à uma visão turva, padronizada pelas ‘’percepções imagéticas’’ vendidas pela mídia ou pela falta de reflexão da sociedade/família, tratando o novo integrante da família humana como alguém que deve respeitar regras e normas sem ser encorajado a conhecê-las de fato, e, quem sabe, reformá-las – pois a criança, ainda com o senso de perspectiva correto, puro de toda introjeção, pode ver mais claramente as incoerências de certas necessidades humanas. Se isso fosse permitido certamente cada geração cresceria com uma quantidade cada vez menor de projeções psicológicas, chegando sempre mais próximo do inebriamento criativo proporcionado pela introspecção juvenil, que todos nós, adultos ou crianças , temos. Esta se manifesta sempre que nos sentimos bem, e nossa percepção do agora, do contexto/momento real em que estamos vivendo se torna cabalmente satisfeita ou atenta: é quando podemos enxergar de fato e a dinâmica cerebral muda, proporcionando uma visão acurada*¹²³, um ser sensível às próprias necessidades, verdadeiramente urgentes: liberdade em ser(conseqüentemente desapego em vir-a-ser) – o que proporciona um espaço perceptivo que desenvolve mais intensa e prodigamente a inteligência, pois deixa de suplantar o mundo por imagens, algo que o tornava conhecido e ,por isso, sem necessidade de aprofundar-se nos aspectos do viver; um sentido de aceitação do presente e do próximo, que não decorre necessariamente de uma aceitação externa do outro: frui através do senso de autonomia e da não fixidez de pontos de referencia interno/sociais do que deveria ou não deveria ser: o ser administra as situações sabendo o que é melhor para si; e , por fim, a capacidade de adquirir articuladores sociais por meio da verbalização plena de significados – onde nada se perde do contexto e tudo é profundamente ou satisfatoriamente conhecido pelo orador, cada mínima palavra foi atribuída a partir da vivencia de um contexto referente ,vivido, ao invés de quase somente referencial, passado por projeções escolares, midiáticas ou parentais, sem nexo para a vivencia interna e externa para o momento vivido pelo ser. Tudo isto gera uma sobreposição correta das necessidades puramente humanas pelas ditas cientificas!

Este cientificismo, o qual estamos vivendo, é uma deturpação subjetiva pelos ares da ciência, do controle de algo fora de nós: algo que nos segure num contexto mais auto-afirmador do que nossa criatividade diária; então toda a sociedade passa a girar em torno da sobreposição da ciência diante do saber humano, não respeitando as vontades e os modelos de cada um.

De inicio, a escolarização deveria ser tão somente uma apresentação a conhecimentos, e o ser, a criança, deveria ter toda liberdade de perguntar / conhecer o que quer, escolhendo assim, subjetiva  e livremente, seu futuro – até que contextualize , para si, a partir de sua observação, uma esfera de trabalho e de estudo que lhe é própria e verdadeiramente satisfatória: ele que escolheu e agora é sua responsabilidade,só sua , manter. Este que escolhe assim, verdadeiramente se acha dono e autônomo, não necessitando de chefes ou pressões socais que o forcem a exercer o seu papel. Esse costume de negar o trabalho ou as relações vem da educação baseada na pressão ou na competição. Quando tudo flui, não há necessidade de sofrer ou de estimular de forma manipuladora a inteligência dos jovens e das crianças: eles estão acostumados com o fluxo e este lhe é agradável, descobrem que a dinâmica lhes é feliz e que é muito melhor conhecer. Entretanto, seu senso de conhecer não se sobrepõe ao senso de ser, fazendo com que não aceitem a sobreposição das questões humanas pelas “cientificas” (criadas a partir de relações distorcidas, mitológicas mesmo, com a ciência e com o conhecimento cientifico em geral). O tempo do medo de sofrer,e por isso não ser feliz, já passou! Hoje é hora de a humanidade acordar e buscar se entender mais, ser mais introspectiva, ancorar firmemente o conhecimento e o respeito pelos seus processos subjetivos, para poder entender suas relações com a ciência e com o contexto social, tornando- o mais real e menos mitológico, mais direto e sincero, enfim , mais satisfatório para a liberdade e a fluidez passional do ser pela vontade de vida, de plenitude – esta que só surge pela não sobreposição interna, do ato de ver, por imagens externas ,vendidas ou introjetadas. No ser humano adulto de hoje, entretanto, isso só se faz pelos ares do comum – nunca por metas projetivas, mas por uma firmeza e paciência em ser, e um trabalho interno intenso para limpar os conteúdos subjetivos de toda intromissão autoaniquiladora dos processos/dos conteúdos do ser, que costumam estar velados por sobreposições projetivas, por um cerceamento das metas passionais, que naturalmente eram fluidas, por idealizações adquiridas culturalmente, sem o menor apreço pela criança de outrora, mas de forma intromissiva, manipuladora ou obsessiva pelos membros de sua convivência. Nem sempre isso ocorre visivelmente ou constantemente, mas de forma suficiente para embotar o estado e a percepção de ser livre por autoimagens idealizadas culturalmente – imagens  que subordinam o ser  por algo que outrora era considerado “externo” pela criança de outrora!

Nesse ponto, a intuição e o inebriamento filosófico, interessado em processos e não em metas, é a fé do humano no humano! È a sobreposição das imagens (que criam claras discrepâncias com a realidade não imagética que nos cerca) por vivencias claras e necessariamente pautadas pela inferência concreta, sem todo esse todo pelo representar, pelo viver representativamente, não mais confluindo com modelos e crenças sociais que ditariam o que nós somos e como devemos nos comportar no mundo: uma fuga do medo de ser  pelo enfrentamento consciente e determinado em disciplinar-se perceptivamente pelos moldes do ser feliz, que brota naturalmente do “peito”, quer dizer, do inebriamento processual, de contexto real (sem o contextualizar apressado das projeções até então “humanas”), intuitivo,criando, assim, um vão, um espaço, entre o “ver”, pensar ver, e o perceber, “viver” – gerando, enfim, a tão almejada cientificidade humana: que na verdade seria o perceber, o observar, antes do crer e do pensar.

              È claro que primeiramente haverá o preconceito por aqueles que nunca viveram, buscaram ou estudaram este processo (através da neurologia, da psicologia ou mesmo da ciência contemplativa**¹ que hora se forma), achando que o pensamento é a forma que mais abrange a inteligência do humano – mas não é! Por trás do reino do consciente, da vigília, existe um inconsciente, guardado, velado, que carrega uma dinâmica de consciência com todos os conteúdos percebidos no passado, ou sendo percebidos agora, que podem ser plenificados na inebriante, porque criativa, dinâmica cerebral dos sonhos. Todo este estrondo de capacidades mil vem do que temos chamado de vontade de vida (ou de outros nomes semelhantes) e são aparentemente catalisados por diversos meios (dança, música, artes, ciência, etc.); entretanto, possuem um canalizador básico,  dono de todo o processo do conhecer e do criar: a percepção, intuitiva por natureza, da realidade**²! Ela não rebusca o passado na tentativa de controlar o futuro, fugindo da vivencia presente que lhe ancoraria a inteligência e o inebriamento por si mesmo. Realmente, as bases cognitivas foram tudo o que nos ensinaram, entretanto, o ser do homem pede, em seu stress e sofrimentos criados/imaginários, uma sobreposição maior da vivencia real pela culturalmente intricada e imaginada sem apreço ou amor próprio (mas criada historicamente sem autonomia do processo)concordância social (instinto de manda; normose; ser produto do meio).

              Hoje, quando estamos todos aptos a conhecer e entender a dinâmica da mente humana, urge controlar nossos processos do perceber, com vistas a uma vontade mais dinâmica de viver (sem apego a metas criadas): o ser humano tomando às rédeas de si mesmo, tirando-as dos objetos da percepção, como cavalos indomáveis e exigentes que são, em seu cavalgar descompassado e inquietante como o instinto, e botando-as calma e livremente na anterioridade dos objetos que surgem de seu ser: a observação, que mata a racionalidade irracional de todo o processo criado cognitiva e irrefletidamente, levando-o aos estados transracionais, hoje estudados pela psicologia de forma mais ou menos satisfatória! Busquem isto, então, os homens de boa e maleável vontade, e serão felizes, definitivamente, mesmo que isso seja aos poucos. O importante é apreender a ter a autonomia do processo reflexivo/racional, e, assim, poder considerá-lo inteligentemente pela força livre da vontade de potencia, antes só presente, claramente, na inconsciência dos sonhos;

              Atualmente, no entanto, será plenamente vivida pelas bases amparadoras,e realistas consigo mesmo, da vigília e de seu pleno cadenciar desapegado, que surgirá quando o homem aprender a se amar como é e descobrir que tudo o mais é consequência disto. Descobrira então que todo o processo criativo da humanidade, e daqueles que de alguma forma foram felizes, surgiu disso: dessa consciência mais racional, mais compassiva quanto à modulações,cristalizações ,de saberes, e mais verdadeira quanto ao processo do viver. Só sei que nada sei: eis a resposta de Sócrates que há mais de mil anos nos incentivou à catarse psicológica, à introspecção juvenil, que, conscientemente ou inconscientemente, sempre buscamos ter!

                               Lu

“Pensar a realidade não é errado: é processo. Definir, entretanto, é matá-la! Como pensar sem definir?

– Somente quando o inebrimaento do processo introspectivo já estiver instaurado! Até lá, contente-se por meditar nos anseios e enfrentar seus medos, quando estes surgem – esta é a essência do processo:  esquecer das metas,e do processo determinativo,e poder gravitar livremente pelo ato de ser livre e deixar a inteligência fluir sem introjeções; surge o anseio, o stress, a pressa, e você medita na sensação,em si e no agora; surge o receio, o medo, a duvida e a inconclusão: você esquece deles e faz o que verdadeiramente quer. Basta silenciar e veras: há um direcionamento positivo e certeiro para cada perspectiva momentânea da vida. Cale-se internamente, seja simplesmente, e notaras que os níveis de informações podem se tornar mais livres/ inteligentes, alegres e fluidos: com inebriamentos/ criatividades e pensamentos mil.

Levaras então um minuto para progredir, em termos de inteligência e subjetividade, e mesmo memória, o que levarias 40 minutos – isso quando estiver no processo criativo já instaurado! Até lá,contente-s com o que tens e busque entender aos poucos as manifestações de seu espírito, suas reações e vontades quanto ao que o cerca! A atenção é arte de tudo, inclusive de viver a vida!”

M de Lu.

*:Isto não é somente fruto dos padrões da cultura,mas,também, do próprio individuo, que , por certa ansiedade, medo, insegurança, ou autoafirmação, escolhe alienar-se por metas, pensamentos e projeções, antes mesmo de poder exercê-los ou poder analisá-los com clareza: é o ato de não estar inteiro em suas ações.(Vide:http://dharmalog.com/2012/02/28/mente-distraida-e-mente-infeliz-psicologos-de-harvard-encontram-gene-da-infelicidade-na-divagacao-mental/?utm_source=Dharmalog+List&utm_campaign=8c0dfb4b6f-RSS_EMAIL_CAMPAIGN&utm_medium=email)

*²: Novos estudos da psicologia positiva, de Shawn Achor, da Harvard University, 2006, dizem: dez por cento da realidade externa pode realmente nos afetar. O restante, noventa por cento, somos nós que criamos! (Vide: http://dharmalog.com/2012/02/07/apenas-10-do-que-acontece-no-mundo-externo-influencia-nossa-felicidade-diz-shawn-achor-ted-talk-video/)

*³: como disse a psicóloga Iyanla Vanzant, (autora de vários beste Sellers na área de autoajuda): nós confundimos o que fazemos com o que somos e daí nascem todos os problemas!

*¹²³: citar Yogananda, na página q hoje foi marcada, tratando sobre a consciência comum: quando ele está normal se sente de certa forma impotente e cheio de complexidades,entretanto, ao adentrar na consciência meditativa, se sente robusto , pleno e apto!

 **¹²³: citar vídeo postado por sayparem , de uma escitora portugies, recentemente salvo nos favoritos!

**: È necessário enumerar os tipos de consciência humana e sua progressão rumo à liberdade: vide o texto “os níveis de informação do ser” no link:.

**¹: vide B Allan Wallace, em “Ciência Contemplativa”.

**²: A vontade de vida está na necessidade de sonhar, que dá vazão ao encontro imaginário do homem com suas pulsões criativas: as sobreposições dos saberes culturais são relativizadas e o ser pode brincar mais livremente na gaiola de si mesmo;  Meditar em si, em sua consciência, seria criar o senso de vigília, a vontade/percepção de viver: a sua parte inconsciente que maquina a vivencia por não saber enxergar além de ideologias – adquiridas sempre com pouca autonomia – gerando  então, uma pulsão criativa, desapegada, que, diferentemente de prender-se a objeto (como outrora), busca a autoexpansão clara: algo que lhe satisfaz ao extremo, num constante encontro de “coisas mais” que são como presenças energéticas dentro de si – trazem extrema vitalidade, criatividade e autonomia de viver!

Mestres sufis, budistas e yogues têm dormido pouco devido a esta sabedoria transpessoal de vida: não necessitam do descanso que já têm – sua autonomia cerebral permite sobrepujar a preguiçosa padronização cerebral de resposta ao ambiente, pelo não automatismo de transcender o “si mesmo”, conhecendo profusamente; por isso o si se faz e jamais é – isto é o amor pelo desconstruído, que destrói a necessidade dos dois sonhos do homem: o medo de si, na vigília (necessidade de padronizar, por constantes referencias representativas quanto ao ambiente), e os sonhos sem autonomia das freqüências cerebrais baixas que brincam com o próprio saber da memória.

A verdade é que a sabedoria transpessoal baixa as freqüências cerebrais, criando um saber mais fluído e constante: o conhecer sobrepuja o conhecido e cria uma constante autonomia e uma robusta percepção clara, direta, da vivência – que impossibilita o sofrimento, o comodismo e o prosaísmo causados pelas incongruentes imagens que teimam ‘colar-se’ na visão do ser quanto ao mundo e quanto a si mesmo, estas que também desabilitam a liberdade em conhecer (por utilizarem-se dos símbolos prontos da cognição). Ser livre é matar a cognição desnecessária e ilusória – é fundir-se com o real em si mesmo e ser feliz no encontro da criatividade natural do ser, pela liberdade do insight x, porém, decisivo vencer a dor da fragilidade do ser (o medo de amar; de ser passional globalmente; de adentrar na realidade sem negar o todo devido à uma antiga importância simbólica conferida aos saberes imagéticos, de perspectivas limitadas/próprias), x assim do costume de não ver, por achar ver, até que ame a dúvida de não-saber e o conseqüente saber correto que ela proporciona;

Ao adentrar neste saber perceptivo, concordante (com um senso de harmonia e clareza quanto ao vivenciar), sentimos, de começo, um misto de medo e de felicidade – porque estamos nos livrando das padronizantes muletas das crenças emodos de ver criados pelo automatismo cerebral do “modo de sobrevivência”, que existe em maior ou menor grau sempre que pensamos imagética e lentamente (devido Às altas freqüências cerebrais criadas pelo strtess da baixa percepção da vida realmente existente).

Referências: Krishnamurti – Liberte-se do Passado.

Recomendo o livro: CASAMENTO DO ESPIRITO, O VIVENDO ILUMINADO NO MUNDO DE HOJE (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=1631444&sid=9123202171431430391582525).

Isso É Mais Que Um Livro de Auto Ajuda Life To Live

Preso ao prórpio par de pernas que já não andam mais no
sentido correto.

Os olhos vermelhos dirão, qual o sentido da emoção
Travestida por remédios, sua própria opção.
Qual a vantagem de parecer, mas não ser

Porque não assumir?
Seria você diferente de mim ?
Porque não assumir?

Refrão:
É tão fácil, mentir pra si mesmo
Ninguém se importa
Com o que estás a passar.

Suas mãos não são pra isso ( Secar lágrimas )

Refrão:
É tão fácil, mentir pra si mesmo
Ninguém se importa
Com o que estás a passar.

E ninguém vai destruir a beleza de olhar
e sentir esperança, atrás dos prédios tem o sol
Que brilha, e diz aqui estou eu
Pra tentar te dar a mão.

Deitado não estou!

 

 

 

P INico do texto:

Ver Nietsche e relação com o yoga (meditação) e krishnamurti a respeito da ‘vontade de piotencia’/volição, chakaras, e Jung Tb…

Ver Sotyuegue Kyoté: “A vida é um teatro”.

Ambos são semelhantes a = vencer tensão eu-outros/ eu-isso.

 

Anotações: Pegar post de 8/3 e acrescentar ao de 9/3 – o silencio como cume da experiência.

“Ame o que estais fazeno e esse profundo interesse por tudo abrirá a tua percepção e te tornará livre”

-Istoé de Fev de 2012 – A Vingança dos Tímidos

– Livro: Vontade de Vida.

 COLAR IMAGEM QUE INSPIROU O TEXTO!

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Um pensamento sobre “A “Granja da Liberdade” – a aparente liberdade no fazer e a vontade de potência –

  1. Yuri, teus temas e das tuas associações estão cada vez mais interessantes. O dilema do livre pensar requer mesmo esse aprofundamento, algo que vá muito além dos supérfluos chavões imperativos do não-pensar, initeligíveis ao homem contemporâneo. Tem aquele ditado que diz que “quem segura uma frase, envelhece rápido”, mas talvez, se deixar “a inteligência fluir sem introjeções”, o pensamento seja um aliado, ou um servo bastante qualificado.

    Abraço grande,
    Nando

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