Manifesto Místico: Contra a Complacência Humana

http://www.youtube.com/watch?v=oLgkUnsMCSs

21/03/2012

Restaurando a Realidade Mística de Viver

–       Manifesto contra a complacência humana –

Introdução

–          Prayer of joy: http://www.youtube.com/watch?v=i7F5gMgAvN8&feature=youtu.be

“Quero ver pessoas felizes a todo tempo, assim como posso ser – se quiser”

Você me inspirou a fazer um texto sobre coisas que venho observado, ao falar de seu sofrimento – essa correria da nossa sociedade! Estou de certa forma indignado com a complacência da sociedade quanto ao seu próprio sofrimento. E, sabendo como destruí-lo, quando não o aceito (o sofrimento) – às vezes me liberto , mas morro de medo de ser diferente e de inovar, em cada comportamento da vida que me cerca. È difícil, mas gratificador – ainda assim vacilo ante a luz clara do intelecto real, não racionalista, sábio e feliz em si mesmo! Por isto escrevo a vocês… Pra que eu não tenha tanto que me enfrentar ao matar a atmosfera social da mente imaginária, dentro de mim mesmo! Quero que o mundo também mude a minha volta, para que facilite meu libertar! Sei, no fundo, que é uma ilusão; o caminho da Verdade, e da felicidade, é solitário, e deve ser trilhado por si mesmo – o que não incorre em abandonar aos seus, algo que seria mais fácil. Aquele que quer de fato mudar tem que estar na turbulência do mundo e do erro e transcende-lo em seu próprio espaço de aspecto puro, então entenderá e poderá indicar aos outro como de fato afirmar sua vontade de potencia! Acelere sua libertação e me siga: seja tolerante com tudo o que vês e intolerante por tudo que é intruso em você (entenderas o porquê). Veja então que nada esta fora e tudo esta dentro! Tudo que é negado, é negado em ti*¹; Tudo o que é sofrível, errado, é sofrível e errado em ti! Dissolva a causa ilusória e a luz de si mesmo se manifesta – em felicidade incondicional: a real natureza humana! Espere e veras o porquê. Fuja da dispersão do Si pelas racionalizações erradas em sua contextura: chegaras então a ser, simplesmente, o que és! Seremos inevitavelmente felizes, mas quanto mais negares o que vês, pelo identificar (achar ver) mais te impediras de ver em liberdade, de ser feliz concretamente!

Agora, se negas isto, a aceitação e visão direta dos processos globais de cada existir que se cria, então nada posso fazer por você – tu escolhestes sofrer até que queiras ser feliz! Se te contentas com o ser mais ou menos, o contentamento mais ou menos, então morrerás mais ou menos e morrerás como uma vida mais ou menos! Será triste isto, no fim das contas, porque os desejos simbólicos da cultura, e os secundários do corpo, cansam, por fim – porque não possuem uma essência real. Pare de morder o próprio rabo achando que ele esta fora de si… Saiba que ele é você e então sejas feliz incondicionalmente – morda a felicidade a toda hora, jamais tire a boca de lá! AHAHAHHAHAHAHAH

*¹: ” quem olha pra fora,sonha.Quem olha pra dentro, acorda” Jung.

A Sociedade Encontrando a Si Mesma

http://www.youtube.com/watch?v=ZpAN6zgyt70&feature=related

“Meditar é como ser assaltado por uma energia de amor…

E, se por medo de morrer para si mesmo, em nossas antigas impressões, vacilamos,

então perdemos essa substancia primordial de Ser!”.

“Percebemos então que é isso que as pessoas fazem quando se sentem o mínimo infelizes, ansiosas ou tristes *¹²!”

 

Busquem a Paz. A sociedade é muito complacente quanto a buscar os símbolos de poder e de prosperidade, mas totalmente cínica quanto a sua própria cultura: que acaba não trazendo a felicidade clara,firme e duradoura!

Todo o mundo cultural tem sido orientado muito mais para a subsistência do que para o livre pensamento e a liberdade.  Quanto a sermos felizes, muitos o querem claramente, outros simplesmente vivem, complacentemente; entretanto, quando afirmamos que a liberdade de ser feliz existe e vocês vacilam em entendê-la, em procura-la, então sabemos de fato: no fundo, não querem ser felizes!

Ser feliz, na verdade, é uma dor que carregamos no peito – a dor de amar!

Retemo-la devido aos símbolos de dispersão da nossa cultura – não só a cultura social, mas, sobretudo, a familiar e a acadêmica!

O que temos vivido nos dias atuais é uma constante “VERBORRAGIA CIENTIFICA” por meio dos estudos do ensino médio e muito do fundamental! Estudamos o que não precisamos e formamos adultos de certa forma frustrados ou encarcerados pelo sistema ao qual foram treinados a viver!  Tudo nesse tipo de orientação educacional é pautado, muito erroneamente, pelos métodos da punição, competição e autoridade – mal percebem os atuantes como encarnam bem os papeis da culpa ou da mão que pesa ao ensinar, da tristeza por não conseguir ou do ”esforço árduo por tudo”!

Tudo tinha que nos ser feliz e pratico… Todo tipo de conhecimento, quando não é necessariamente útil, tende a ser alienante – tende porque há alguns que gostam disso, muito poucos porem… A grande maioria esta insatisfeita ou inerte. Poucos sabem como todo este tempo poderia ser usado para desenvolver magistralmente as inteligências do homem: criativa, emocionai e mental (da memória). A ultima é a mais usada e as demais ficam ao relento… Bem disse Einstein: “Toda pequena flor de curiosidade é amassada pela própria sociedade”!

Perguntem aos pedagogos conscientes, bem informados: todos vão te falar que o sistema está errado*, é vazio e em grande parte inútil! Vivemos num sistema que ignora a si mesmo! A sociedade ignora a si mesma! Não conhece seus atributos e é cínica quanto as constantes mágoas do caos social, da náusea humana, do mundo que vivemos hoje em dia: o ser humano tem sido antes de tudo um animal doente! *¹

E não há como fugir disso pelos moldes vigentes – tudo precisa mudar! Sem mudança não há felicidade. A felicidade é um estado mutante de intercâmbio criativo com o mundo.

Tenho observado como o homem padroniza a si mesmo: por julgamentos, estereótipos e papeis firmemente possuidores da persona!

Vejo que, quando chego atrasado à escola, muitos da instituição olham pra mim, com um rabo de olho como se algo estivesse errado!  “Meu amigo, nada esta errado nesse mundo; A sociedade é imediatista e por isso infeliz. Ninguém sofre por processos reais, tudo vem de um enquadramento ao imaginário coletivo – o que ser, o que fazer, eu sou, eu estou de acordo…” “Eu agora estou afirmando a minha autoestima, estou sendo inteligente e respeitando meus processos, o que eu estou e como me aconteço. ”

Gente, se respeitarmos os processos do si mesmo, sem ter que enquadrar frases e mostrar, necessariamente, em palavras e gestos, as coisas pra fora, nos libertamos deste julgo da alienação social – é uma ilusão, ela não existe. Todo esse caótico sofrimento da sociedade moderna é uma ilusão. Toda preocupação é uma ilusão criada, de que ”algo está errado ” ou de que algo deve ser feito de tal e tal forma, ou estarás errado!

Ao progredirem em meditação verão que essa antecipação é o puro medo de ser feliz! Você se recusa a ver e por isso pensa. Parece que tem algo a perder se não ficar esquematizando tudo na cabeça, dando nome as coisas e aos acontecimentos!

Meu Deus: este é o processo mais primitivo na existência do homem!

Quem conhece ou conheceu as inteligências transracionais, que exacerbam a criatividade e a capacidade de ver sem a adaptação de signos e modelos ideológicos, consegue, de fato, entender o mundo em que vive e como este mundo acreditado é uma ilusão!

Sri Aurobindo escreveu um livro chamado: A CONSCIENCIA QUE VÊ, e outro: O FUTURO DO HOMEM, que tratam destas questões de forma bem prática e pedagógica.

A humanidade, com tantos conhecimentos, perde tempo buscando onde não deve! Vocês se contentam com os saberes sociais, com a busca deste algo mais padronizado – RS, mal sabem que o contentamento está num processo de livre aceitação de tudo que em ti mesmo e em sua vida não pode ser satisfatoriamente denominado! Não há tempo a perder, lute pela sua autonomia, você bicho homem, escravizado pelo ”seu ”sistema, aquilo que ”você criou” para si mesmo enquanto, desde tenra idade, não se compreendia como um ser relacional (de autonomia própria), mas em contexto (subordinado aos dizeres sociais e suas formas idealizadas de ver as situações)!

Liberte-se de si mesmo. Porque o SI se cria; e tudo o que é ”si” mas se antecipa na vida ou tem necessidade prévia de se projetar para fora , é um SI criado! Deixe de cria-lo e veras a luz de si mesmo!

Surge então uma extrema alegria, na meditação de ver diretamente as coisas, não ter que adapta-las pela contextualização racional (que utiliza de memórias e ideologias cerceadoras do criativo), mas sim viver de fato em seu contexto – apreendendo o contexto pela liberdade da observação e aceitação global da existência: vês tudo, nada repeles e nem idealizas! Ah, mas como cresce essa liberdade, em inteligência e felicidade!

RSRS. Não sabem o que estão perdendo.

Apesar de ter complicado um pouco, agora no final, peço que repensem as suas vidas e entendam a extrema complacência social de um mundo de certa forma infeliz, sofrível, que não sabe de si mesmo e de seus processos – é cínico, fingi ignorar!

Atentem-se as pequenas e mínimas coisas que se passam dentro e fora de vocês, sem raciocina-las demais, e verão como a negação da existência permeia a toda hora o espaço da consciência humana! Veras então as incongruências, mas só observe-as primeiramente – terás o ímpeto de julgá-las e dize-las: eis o primeiro erro daquele que quer se libertar: a denominas para fugir de ir mais alem do que estais vendo; joga para o outro a responsabilidade do erro – é assim sempre que julgamos algo ou alguém: um mecanismo de projeção de nossa própria infelicidade devido às limitações que criamos, para fugirmos da autoresponsabilidade. Tome posse de você e não deixe o erro permear sua existência.

Leiam a seguinte página do livro  O FUTURO DO HOMEM de SRI AURONBINDO (se não enxergarem, salvem a ‘’imagem como’’ pelo botão direito do mouse e abram , dando zoom logo em seguida):

oFuturodoHomem Sri Aurobinfo Pags 78 e 79

“Se sua vida não é feliz, então, saiba que você está vivendo da maneira errada. O sofrimento é o critério de se estar errado; e a felicidade é o critério de se estar certo – não há nenhum outro critério”. Osho.

“O amor incondicional é a mais firme natureza do ser; enquanto não o tiveres de fato, de fato não vos amas, de fato não é você. Mas não o busque – deixe acontecer! Ora, se ‘ele’ é você como busca-lo? “*²

Ele (o amor) só não acontece porque você não o deixa acontecer – você busca acontecer-se de formas padronizadas, por “eus” idealizados;  tens que constantemente estar entretendo outro, chamando atenção para o que é, para o que não és, para o que sabes, e para o que não sabes, o que achas e o que não achas. Não ache, não busque – Sejas, e serás feliz, INEVITAVELMENTE!

Então deixe fluir e seja… Não pense sobre si – isto é desnecessário e ilusório!

Sabendo, disso, ao fazê-lo, pense: isso não existe – você não é, você esta, o mundo não é, o mundo está!

O saber racional tem suas horas, mínimas na vida: enquanto escreves, enquanto estudas, e, parcialmente, enquanto exerce um trabalho técnico – alem disso, não o deixe se intrometer e sejas feliz! Mesmo assim, há formas do ser se autodirigir, nesses casos, com a predominância da atenção – nosso ser é muito mais capaz do que imaginamos…

Existe algo primordial ao saber – o conhecer! Conhecer é necessariamente um processo, saber uma memória… Quando o saber se sobrepõe ao conhecer, eis que a infelicidade da incongruência surge!

Haha… Como é bom quando sabemos disto pela vivencia! Do contrario, eu sei muito, posso filosofar bastante, mas se eu não vivo isso, se não persisto em resgatar meu centro real, feliz e desalienado, então eu nada sei – sou um cínico com mascaras de conhecedor!

Até eu que escrevo tenho meus medos na hora de sair do seguro mundo que conheço e que criei pra mim, onde sei o que é e o que não é, o que sou e como sou! É muito seguro realmente, mas tem horas que fica mais claro como esta segurança é apática e cerceadora! Outras nos sentimos até bem – mas não como poderíamos, não o suficiente!

Ah,como esse saber constante demora pra se manifestar!

A razão deve permanecer num constante dialogo com a vida, revisita-la a toda hora – e como fazê-lo se ela acha que já sabe? Se ao revisitar já vai atribuindo conhecimentos, memórias previas? Isso é muita perda de tempo! Toda a criatividade e todas as grandes teorias nasceram desta sobreposição da mente racional pela razão propriamente dita, tudo nasce de uma observação e de um insight, o resto é só lógica ilógica – e é por isso que o mundo é complacente! Mas vocês não estão prontos para isto agora! Contentem-se em não denominar, em perceber cada pulsação da mente e cada sensação do corpo, sem identifica-la em ilusórios saberes cognitivos – verão como seu conteúdo é pura alegria, regozijo e inteligência tentando brotar ante as racionalizações descabidas, que tolhem o conhecer em nome de um contextualizar já criado: impedem a potencia criadora!

Rezo para que todos o percebam… Entretanto, devo agora cuidar de mim! Vou meditar, trabalhar, buscando não negligenciar nada que minha percepção globalmente me traz – não penso no que sou, onde vivo e porque estou: eu vivo,sou e estou, para que saber mais???  Isso seria uma ‘’desnecessidade”! Percam isso, que é como perder um estorvo, e serão felizes!!!

“Carregastes teus trapos daqui para ali, sofrestes em demasia – agora fica aqui!”

“Vocês dizem que veem e é por isso que não veem: e o pecado (a ilusão) permanece em vós”

“‎Sábio é aquele que no silêncio observa as coisas e as pessoas, procurando enxergar aquilo que não se explicitou em palavras… Ele percebe a essência da pessoa… Não olhou com os olhos físicos, mas buscou com os olhos do coração… “ Jandira de Moraes.

“Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também aí está, pois que é a alma quem pensa. O pensamento é um atributo.” Zalmino Zimmermann.

“Na vida do dia-a-dia, não estamos conscientes da unidade de todas as coisas, mas dividimos o mundo em objetos e eventos separados. Essa divisão é útil e necessária para lidar com nosso ambiente diário, mas não é uma característica da essência da realidade. É uma abstração inventada pelo nosso intelecto discriminativo e categorizador. Acreditar que nossos conceitos abstratos de coisas e eventos separados são realidades da natureza é uma ilusão.”
~ Fritjof Capra, “O Tao da Física”

na Física Atômica mostra que as partículas subatômicas não tem sentido como entidades isoladas, mas que só podem ser entendidas como interconexões entre a preparação de um experimento e a subsequente medição. A Teoria Quântica revela assim uma base para a unicidade do universo. Mostra que não podemos decompor o mundo em unidades últimas com existência independente. Conforme penetramos na matéria, a natureza não nos mostra qualquer “blocos básico” isolado, mas sim aparece como uma rede complexa de relações entre as várias partes do todo”.
~ Fritjof Capra, “O Tao da Física”

 

Hinario A PASSAGEM: http://www.youtube.com/watch?v=74wkgXuQYOg&feature=BFa&list=FLyqA4AIw9OkRRDs8MiwS4rQ&lf=BFp

 Após lerem ate o final (se tiverem se animado), vejam o vídeo de Yogananda, que esclarece sobre a falsa busca pela liberdade e o medo de ser feliz que o homem, no fundo, tem:

 http://www.youtube.com/watch?v=rHI_tiN8BVo

 

–       “Não é necessário somente ser feliz, mas, também, mudar os mecanismos sociais de infelicidade”: http://www.youtube.com/watch?v=gxLfcqtr3M8  ,  http://www.youtube.com/watch?v=WSojILuSlSQ

Eu canto nas alturas: http://www.youtube.com/watch?v=5RjM4iSm_Zo&feature=related

*¹²: http://www.palavrasdeosho.com/2011/02/importancia-de-amar-si-mesmo.html

*: vídeos que analisam bem as escolas:

Documentário filosófico, pedagógico, social, coordenado pela incrível filósofa Viviane Mosé, rico em entrevistas e exemplos, sobre a escola nos dias atuais, seus problemas e defasagens: http://www.youtube.com/watch?v=9Wa_HQvoAi0&feature=related

Vídeos do magnífico escritor Rubem Alves sobre educação, dignidade em Ser e aprendizagem: http://www.youtube.com/watch?v=ykTVjILFy-I&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=_OsYdePR1IU&feature=related

http://dharmalog.com/2012/02/21/o-fisico-michio-kaku-os-anos-perigosos-ou-o-1-e-2-graus-acabam-com-a-curiosidade-cientifica-das-criancas-video/

*¹: livros recomendados:

1-* Nietsche para a genealogia da moral.

2 – *  Viviane Mosé- ultimo livro lançado.

*²:  mensagem que achei muito boa, principalmente para melhorar a qualidade de nossa relação com as pessoas e o mundo e para nos tornarmos mais leves para quem amamos(…):

“A SUA FELICIDADE NÃO DEPENDE DE NINGUÉM.”

Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas: – ‘Seu marido a faz feliz? Ele a faz feliz de verdade?’

Neste momento, o marido levantou seu pescoço,demonstrando total segurança.

Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.

Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro ‘NÃO’, daqueles bem redondos!

– ‘Não, o meu marido não me faz feliz’! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima).

– ‘Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz’. E continuou:

– ‘O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental.

E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de ‘experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza.

Quando alguém que eu amo morre eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar. Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.

Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos. Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos’.

Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.

SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém o tenha machucado, magoado, mesmo que alguém não o ame ou não lhe dê o devido valor.

*****: outro vídeo sobre a autoestima do homem:

Autoestima, por Yogananda: http://www.youtube.com/watch?v=pOpX0ZE2q2A

Os vídeos AUTO ESTIMA e META SUPREMA são dois vídeos com textos escritos por um iluminado… Tenho visto palestras com seus discípulos diretos e as coisas que todos relatam são incríveis…O mais incrível é como se confunde com todos os mestres espirituais de todas as culturas e em diversas fazes da humanidade; então há uma verdade ai,primordial,que deve ser conquistada! Onde? Eles indicam! Essa musica do segundo vídeo, eu particularmente adoro! Ouço essa musica, e pelas meditações que as vezes empreendo, acesso um mecanismo inerente de felicidade… È estranho como este vai se apoderando de nós quando aprendemos a, momentaneamente, se descondicionar, pela meditação. Meditação é o âmparo de felicidade ante as trevas da inteligência e do dia a dia. È a água fresca que decidimos tomar após longo sofrimento no sol escaldante das realidades humanas. A Unidade se manifesta como única verdade, e compreendemos que nada está errado, nada falta, e tudo é um conosco, nos sentimos feliz com isso e continuamos: amando, apreendendo e nos felicitando, incondicionalmente!  Esta é a liberdade ultima e primeira da existência! Quem não a tem é porque ainda não conhece o que está buscando, nem porque vive! Então, porque esperar? Jogue-se e se aventure! A luz criativa de Deus te espera; na denominação dos yogues é: “A Alegria Sempre Nova de Deus” – FELICIDADE! Uma feliz idade, a idade de cada momento, de nascer sempre… Livremo-nos das carcaças do intelecto, vivamos as graças da luz criativa e da paz viva! Ela faz tudo por nós… Confie em tua inteligência plena, e de nada precisaras se antecipar, racionalizar ou se identificar: serás, serás e serás, constantemente, sem saber de fato o que é: a  abundância é contestante não temos tempo de denominá-la em pensamentos, referentes cerceadoras que nunca chegarão a ser o referencial ,de fato! ‘Eita’ besteira, achar que vê ao invés de ver! Este mecanismo de vir-a-ser, de achar ver, se apodera tanto da gente que nos faz infeliz e dificilmente ‘despadronizaveis’! Ah, renuncie a essa falsa liberdade, que parece mais uma falta de liberdade, e desperte-se do sono da matéria, das projeções alheias ao si que teimam em se manifestar! Sejas e não busque saber quem es! Todo o mecanismo de buscar saber, tanto quem é quanto o que o mundo é, não nos satisfaz de fato, e nos faz perder a razão desses! Na verdade, temos medo da criatividade de ser e de  ver, clara e diretamente o mundo – para tanto criamos saberes,  numa pura mitologia da razão : precisamos de saberes condicionados, que encubram a realidade, para recusar-se a ver e enfrentar o temor do desconhecido, este que, quando enfrentado, descobrimos ser uma infantil ilusão;  eis a racionalização: a infantilidade do homem! Leiam sobre a diferença entre a razão e a racionalização no livro “A Semente de Mostarda,Volume 1” de Bhagwan Shree Rajneesh

,ou Osho, penúltimo capítulo (que também concorda com a Psicologia) no link: https://skydrive.live.com/redir.aspx?cid=e2b80d23e6cfa30b&resid=E2B80D23E6CFA30B!1078&parid=E2B80D23E6CFA30B!173  (Quem, aparentemente, foi Osho : http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=538 )

Conhecer a respeito de si não é de fato conhecer-se! Então parem, parem com isso e sejam; e quando não te recusares a ser, não tendo a intromissão de ‘’saberes’’ já construídos, então serás livre ,sadio e prospero em tua própria contextura eternamente criativa!

Sou sensacionalista? – Não, sou real! Achar isto sensacionalista é simplesmente teu ego temendo a morte, preferindo a segurança do que conhece, do que o medo do desconhecido sabor da mística de ser feliz e amar a vida incondicionalmente (sem as condições do racional) pode vos trazer!

Eis o dar sem querer receber em troca: a sobreposição do instinto animal pela razão pura do humano – esta cuja máxima expressão é o sentimento de amor, onde reina a sabedoria e a paz em analisar claramente o mundo!

Leitura recomendada: lágrimas da rosa mística (pesquise no google e baixe).

 

http://www.tfca.com.br/afilosofiadatfcaingles.html

http://www.tfca.com.br/

http://www.jornalinfinito.com.br/

http://www.tfca.com.br/livros.html

Uma das melhores palestras que já vi!

versa sobre meditação, criatividade, psicologia, autestima, cultura dominante, captalismo, e bastante sobre física quantica (é um resumão para se enterder porque sofremos, o que há de superior, de possível em nós – o que é ser criativo e o que é repetir padrões ‘socialmente impostos’, e a realação disso com a felicidade ):

O que é ser feliz? è natural ser feliz – ou é algo que deve ser buscado (quiça encontrado em objetos da percepção)?

Palestra:

Transição planetária na visão quantica

Palestra 2: A Árvore da Vida – Palestra de Alfredo Nahas

http://dharmalog.com/2012/01/13/o-video-de-robert-happe-no-tedxdaluz-essa-sera-lembrada-como-a-epoca-em-que-os-homens-comecaram-a-acordar/

http://dharmalog.com/2012/01/16/a-renuncia-da-desigualdade-as-experiencias-e-as-compreensoes-de-eduardo-marinho-no-tedxdaluz-video/

http://dharmalog.com/2012/04/02/ha-de-chegar-a-hora-em-que-com-alegria-voce-vai-se-cumprimentar-ao-chegar-a-porta-de-casa-o-amor-apos-o-amor-de-derek-walcott/

http://dharmalog.com/2012/03/29/com-a-minha-experiencia-aprendi-pelo-menos-isso-thoreau-e-o-caminho-para-sugar-todo-o-tutano-da-vida-trecho/

http://dharmalog.com/2012/02/24/o-vigoroso-poema-manifesto-de-oriah-mountain-dreamer-o-convite-o-que-quero-saber-de-voce/

http://www.apagina.pt/?aba=7&cat=134&doc=10091&mid=2

Educação e linhas rizomáticas ?


O ensino contemporâneo sofre dessa excessiva compartimentalização dos saberes. A estrutura compartimentalizada do conhecimento pode ser representada pela metáfora arbórea, a imagem de uma grande árvore cujas extensas raízes devem estar presas em solo firme, com tronco sólido que se ramifica em galhos e mais galhos…

A estrutura compartimentalizada do conhecimento pode ser representada pela metáfora arbórea, a imagem de uma grande árvore cujas extensas raízes devem estar presas em solo firme, com tronco sólido que se ramifica em galhos e mais galhos… É o modelo cartesiano, moderno, colocando em evidência princípios de uma natureza única, fronteiras, regiões de domínio.
O ensino contemporâneo sofre dessa excessiva compartimentalização dos saberes. Podemos compreender essa fragmentação como uma questão epistemológica, já que praticamente todo o saber da humanidade foi marcado e legitimado num momento da história do conhecimento que ia buscar os seus fundamentos à interpretação da realidade e à noção de verdade. Esse momento cujo aparato era a tecnologia da escrita(1) deu origem a uma forma de saber que, na medida em que crescia e se ramificava, constituía novos campos e áreas do conhecimento.
A organização curricular do ensino segue este padrão, colocando as disciplinas como realidades estanques. Muitas das discussões em torno da busca de alternativas de superação da fragmentação dos saberes apontam para a interdisciplinaridade como uma forma de integração das disciplinas. No entanto, o modelo da interdisciplinaridade contínua a ser arbóreo, o modelo árvore, cada galho uma disciplina… Lembremos que os galhos de uma árvore não se cruzam, não se encontram espontaneamente.
Este é o modelo curricular dos planos decenais, das políticas públicas, das diretrizes, dos PCNs…O modelo oficial que corresponde a uma educação maior. Aquela instituída, aquela que quer se instituir, a educação produzida macropoliticamente nos gabinetes, nos documentos legais. Essa educação funciona como máquina de controlo, produzindo indivíduos em séries, fragmentando saberes, tempos, espaços…
Para se contrapor a esse modelo vou remeter para o conceito de Educação menor utilizado por Gallo(2) ao fazer um deslocamento conceptual da noção de Literatura menor(3) para a noção de Educação menor.
Educação menor, segundo Gallo (2003: 78) (4), ?é um acto de revolta, de resistência. Revolta contra os fluxos instituídos, resistência às políticas impostas (…) Sala de aula como espaço a partir do qual traçamos as nossas estratégias, estabelecemos a nossa militância, produzindo um presente e um futuro aquém ou para além de qualquer política educacional.?
A educação menor é rizomática, o seu modelo não é arbóreo, mas a imagem é o caule readiciforme de alguns vegetais. Diferente da árvore, a imagem do rizoma não se presta à hierarquização, mas a proliferação de pensamentos, ?qualquer ponto de um rizoma pode ser conectado a qualquer outro e deve sê-lo?(Deleuze e Guattari, 1995: 15) (5). Numa perspectiva rizomática o princípio passa a ser a transversalidade, transitar pelo território do saber construindo sentidos, fazendo conexões…
Portanto, não interessa à educação menor criar modelos, propor caminhos, impor soluções, não se trata de buscar a integração dos saberes, mas fazer rizomas, viabilizar conexões sempre novas, criativas e criadoras…Os campos dos saberes são abertos, são como horizontes sem fronteiras, trânsitos livres e inéditos. A educação menor ocorre nos espaços micropolíticos, no âmbito das salas de aula já que é nas ações quotidianas de cada um, opondo resistências, produzindo diferença, provocando desterritorializações, que acontecem as subversões.
O processo educativo rizomático é necessariamente singular, diferente daquele resultante do processo de subjectivação de massa. A aprendizagem nessa perspectiva é um processo sobre o qual não se pode ter absoluto controlo, a aprendizagem está para além de qualquer máquina de controlo, já que sempre algo escapa entre as bordas…
A educação menor age nesses intervalos, no meio do saber e do não-saber, deslocando-se entre um e outro, produzindo velocidades, intensidades, experimentações…

1) Refiro-me a obra de Pierre Lévy. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Ed.34, 1993, na qual o autor delimita três momentos da história do conhecimento marcado por tecnologias específicas: o pólo da oralidade primária, o pólo da escrita e o pólo mediático-informático.
2) Silvio Gallo. Deleuze e a Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
3) Na obra Kafka: uma literatura menor, Deleuze e Guattari criam o conceito de Literatura menor como dispositivo para analisar a obra de Kafka. Literatura menor não é uma língua menor, é a subversão da língua, fazer com que ela seja o veículo de desagregação dela própria.
4) Gallo. Ibidem.
5)  Gilles Deleuze e Felix Guattari. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia, vol. 1. Rio de Janeiro: Ed.34, 1995.

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