O amor – txt 3 , 2010

O amor é a base de todo sentimento,eu ate creio que o amor é o único sentimento,é a verdade incognoscível( ao pensamento) – tal como Deus.Pois só experenciando-os é que os conheceremos.Do contrário apenas teremos representações informacionais e finitas.

A beleza do amor é que ele em si,diferente da racionalidade,não têm porquê,è um sentimento inabalável-independente das causas exteriores;è a verdadeira AUTONOMIA -esta consiste em dar vazão às suas verdades mais íntimas ,ignorando todo o exterior e as idéias que tens dele;a sua prática corresponde ao dar, sem querer receber em troca,é um salto para alem do instinto da mente animal ,onde rege a ação e a reação.Pois só quando prevalece o sentimento é que empregamos a pureza de nossa inteligência.Antes disso nos empregamos a inteligência,ou criatividade,que é algo de controle do ser, parcialmente.

Quando empregamos o amor em nossa vidas, finalmente deixamos de ser imitadores e produtos do meio,passamos então a seguir nossa reais vontades não influenciadas pela suposta ”nossa opinião”.

Reconheceremos um dia que tudo é novidade e o que não é novo é apenas fruto do suposto conhecer do pensamento(o conhecimento da realidade envolve primeira a atenção a experiência e segundo a mente que memoriza).Devemos ,para isso,aceitar que nos não podemos conhecer e ter controle total sobre o mundo exterior.Aceitemos as causas e trabalhemos nelas de forma a concretizar a harmonia.

Não digo que a mente seja descartável,mas apenas que ela deve obedecer à lógica da utilidade.Essa fixação que temos por ela(pelos pensamentos),é fruto de uma fase da evolução da alma.Assim como existiu a predominância do instinto,hoje existe a predominância das sensações- que o ser sendo influenciado pelas opiniões(mente),e existira,cada vez mais,a predominância do sentimento- que é o ser tomando as rédeas do seu instrumento(a mente).”O instinto é próprio do animal,as sensações são próprias do homem,e o sentimento é próprio do ”anjo”-nosso futuro(não me refiro ao anjo mitológico,com asas e etc.).No instinto a criatividade  é pouca,predomina a racionalidade.No homem a inteligência(=criatividade)influencia em parte a razão.Na nossa angelitude,a criatividade,que vem do ser,prevalece totalmente;tomamos então o amor como sentimento e a sabedoria como ” razão”.

 

Na fase humana e mais ainda na animal,a nossa ‘’segurança’’ que vem para driblar o medo do desconhecido(do que é,e ,portanto de nossa essência), é o pensamento(ver Mitos).Na fase angelical nos só precisamos do sentimento para nos sentir seguros,o medo some. Cabe aqui dizer que muitas vezes a não-lógica que criamos em nosso pensamento, vem de uma imaturidade, relativa à experiência. Quando aprendemos  e entendemos esse estado,após certa evolução,nos vamos aprendendo a ter paciência,a saber esperar que a realidade se revele,a ansiedade que nos faz interpretá-la desaparece,e a atenção torna-se a qualidade natural –alias a única real: a presença.*²

A atenção é fruto do reconhecimento de que o exterior não pode nos maltratar; é fruto da não-identificação, ou desapego, a tudo o que é exterior a nós: o pensamento, o corpo e o mundo sensível. O pensamento tenta controlar o mundo sensível e nós, identificados com o corpo, esquecemos que somos imateriais…

 

Porque o pensamento é quase sempre repetitivo e imitativo? – Porque na compulsão de pensar não há novidade;O pensamento é reprodução do que já passou ou interpretação do agora de acordo com o que já se sabe(passado).O pensamento é algo finito e determinado.Não há novidade nele. E o homem, ainda sem atenção total ou pensamento voluntário, confunde o pensar com o real… Na atenção,a novidade pode se revelar pelo pensamento mas geralmente é algo intuitivo.

É obvio que tudo o que exponho aqui são representações da realidade que me proponho a relatar*³.Tudo é fragmentado para que haja entendimento.Porém,na realidade,o ser e a mente são um só,apenas as informações contidas na mente não o são.Mas a grande revelação é que o mundo exterior ,mesmo sendo aparentemente separado do ser,é Um com ele.Pois quando some a identificação,some a entidade determinada pelo pensamento(ego) e a identidade passa a ser de tudo o que é;de tudo o que se sente e observa.Neste estado de consciência também não há interpretação quanto ao exterior,tudo é aceito tal como é.Não ha sofrimento,porque sofrimento vem do egoísmo de criar uma nova realidade-mentalmente- e crer nela.Criando assim uma discrepância entre o real e o acreditado…O sofrimento,ressalto novamente,é a subordinação do ser aos condicionamentos do caos e da mente.Isso porque temos medo dessa eterna segurança-aventura que é o Ser.Preferimos nos limitar -pelo pensamento,do que sermos livres na Eterna Criatividade. Como disse o mestre de Paramahansa Yogananda: Deus é Alegria Sempre Nova!

 

*² Algo que eu aprendi com o Satyaprem foi que a única qualidade que podemos realmente dizer do ser é a atenção,ou observação.Pois não devemos interpretar as leis mundanas ou morais como sendo o Ser,pois elas são apenas um meio que duram enquanto forem necessárias a ascensão da alma;não tomemos a criação por Criador.A justiça por exemplo,é qualidade exterior do sistema de Deus da vida-que é um instrumento para um fim eterno e imutável:o próprio Ser!

Vejam Bem: tudo o que agente pode observar é porque é exterior a nós – o pensamento, o corpo,o mundo sensível.A felicidade quando chega(na consciência iluminada)na verdade é o próprio Ser; O sentimento,ou o tal do coração-que é Deus em nos,é o EU SOU-nos mesmos!

 

*³Palavras do Satyaprem: o conhecimento é tal como uma placa que indica o caminho para o lugar, a finalidade,a experiência real onde se quer chegar.Não confundam a placa ‘’ banheiro’’ com o próprio banheiro!

 

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