Mensagem – 10 de outubro de 2011 Seg

Esta noite a espiritualidade esta toda reunida a fim de levar a cabo os ensinos de Jesus, de aprimorar a personalidade através da prática do amor ao próximo (a caridade);

Fazemos isso aos poucos e se nos atrasamos é pelas nossas próprias faltas

È necessário um interesse na vida, na forma como a entendemos e conhecemos, para se aperfeiçoar.

Todas as situações são de usos do espírito e, sabendo disso, devemos aproveitar cada instante de atividade, de prática do mundo, com todas as obrigações que a ela compete.

Já se perguntaram por que padecemos diante das situações?

Eu Respondo:

Quando a aparente culpa não é dos outros, ou seja, quando não merecíamos passar por determinados fatos, pela ótica desta única e presente vida, é porque fizemos algo no passado que habilitou esses ao nosso programa evolutivo, para nos ensinar;

Quando  as situações nos remetem a esta vida, às nossas próprias opiniões e mal-estares  quanto às presentes situações, seja no trabalho, na sala de aula,ou em outros lugares, é porque nossa adequação não é suficientemente livre para aceitar a vida que Deus nos deu para viver!

De forma que, qualquer negligência, ou julgamento negativo, quanto à nossa realidade, se dão porque  em nosso interior ainda permanecem traços de imperfeição e de revolta quanto aos desígnios de Deus.

Essa simples negação, esse ato de negar a vida, internamente, nas situações em que vivemos, reflete-se, mesmo, na nossa irritação, na nossa ansiedade, no nosso momentâneo desespero, na nossa preguiça, na nossa forma de lidar com os outros e negar os nossos ‘’impulsos sentimentais ‘’ – e é nestes últimos que devemos concentrar a nossa vida, pois, em tese, existem duas polaridades nos homens: uma de negar/de fugir da vida, e a outra de amar, se interessar e se regozijar por ela.

Esses são dois aspectos que podem ser relacionados ao instinto de vida e ao instinto de morte da psicanálise. Onde, pelo instinto de morte, nós deixamos de aproveitar a vida, de trabalhar com as causas reais das ferramentas que possuímos presentemente, e passamos a nos desiludir com o cotidiano terrestre, negando , assim , o nosso próprio progresso, e , de fato, nos auto-sabotando!

No instinto de vida, nós aprendemos a lidar com cada momento conforme sua unicidade, obedecendo aos seus reais aspectos, estes que, ao serem percebidos, são agentes que descamuflam os demais aspectos de nosso ser: o presente momento é, de fato, a nossa conexão com a realidade; Todos os momentos devem ser pautados por isso, e, diante de nossa tendência a tudo personalizar, a tudo pautar conforme os nossos moldes individuais, devemos nos lembrar que nada, nada mesmo, advindo das opiniões que podemos ter, e das emoções subordinadas a elas, é real: tudo é ilusório,e reflete a nossa falta de confiança em Deus, o nosso costume em querer controlar o nosso próprio mundo de acordo com o que já dominamos, o que já sabemos ou o que já temos fixado em nossa vida íntima, seja ela interna ou externa.

Na vida intima é inegável que estamos sempre procurando contextualizar a vida, não tanto para entendê-la, mas ,pelo costume de pensar, procurar ter controle, quer dizer, segurança, sobre ela.

De forma que o pensamento comum não é tanto para entender a vida, mas para moldá-la pelos padrões de entendimento que já carregamos dentro de nós, seja a partir da sociedade, seja a partir das tendências do passado de outras vidas, que ainda carregamos de nosso ser, de nossa alma;

Para pautar-se numa vida mais delicada é necessário que acordemos nossos centros de percepção da realidade, para formas mais sensíveis de ser e ver a vida, rumo a formas mais claras de se conhecer e de entender o  mundo que sempre se descortina na realidade que Deus nos traz através de nosso interior.

Com o intuito de alcançar essa claridade, é necessário que abstenhamos do nosso orgulho, do nosso preconceito, sejam eles étnicos, culturais ou mesmo pessoais (quando temos preconceito contra determinados aspectos da vida: os achamos ruins ou difíceis).

Tudo isto ocorre em nossas vidas porque, sendo almas com insuficiente auto-estima, quer dizer, pouca independência psicológica, começamos desde tenra idade a pautar a vida pela sobrevivência e ou instinto de preservação de si mesmo diante do grupo social – dos seres que, ao nosso redor, estão mais inseridos no contexto, não tanto pela sua inteligência, mas pela sua força (condição física vantajosa) e pelo seu domínio maior sobre os esquemas da matéria (como conseguir alimento, como se proteger,etc);

É verdade que a criança não entende o mundo ao seu redor, mas isso não significa que ela não tenha um mundo interior mais esclarecido, porque mais sensível, onde percebe mais claramente as nuances dos sentimentos alheios – inclusive sentindo-os no ambiente – e, se não for suficientemente forte, acaba acreditando que o mundo é assim mesmo, que ela é a culpada de algo ou que as pessoas não são confiáveis;

E a confiança é o principal aspecto que contribui para uma racionalização clara, onde, ao invés de julgar ou aderir a um movimento, seja ele nos pensamentos ou no corpo (em palavras ou ações), sem a devida reflexão, sem a devida concordância consigo mesmo, ele passa a agir pacientemente, sem querer tendenciar a realidade para o que se julga melhor, mas para o que , se sente, será melhor para todos.

Sendo que, esse sentimento não é uma adequação, mas uma causa de liberdade, de independência, de desapego, quanto aos padecimentos, quanto às preferências de conforto, de segurança, presentes nos seres comuns da vida terrena!

Esse é o sentimento que devemos ter claro na mente, para que nos aproximemos cada vez mais dele, sempre que uma tendência nos faz perder as “estribeiras” perante a vida,  impedindo de sermos felizes e de contribuirmos satisfatória e felizmente para a vida ao nosso redor!

Irmãos, é esta a mensagem da vida: um impulso para aceita-la, para aceitar a bondade de Deus em si mesmo; esta que não enxerga mais um mundo difícil e alheio a si, mas de desafios, e provações constantes, que são como refrigérios animadores para a alma;

Porque, aquele que, aceitando a vida presente, escolhe ser feliz, acaba por enxergar irmãos e amigos em todos os que passam e vê a vida, não como algo alheio, mas como algo que se funde e se agrega a ele, acrescendo-lhe, mais e mais, das luzes das mensagens de Deus, presentes em cada momento desta vida eterna.

Sejam todos abençoados!

Ditado por Janneti, Rogério e Lucius, no dia 10 de outubro de 2011, no centro espírita “A Caminho da Luz”.

 

Recomendo pequeno texto do fundandr da Gestalt Terapia:

http://dharmalog.com/2012/05/10/se-voce-odeia-algo-que-existe-isso-e-voce-embora-seja-triste-escarafunchando-o-real-por-fritz-perls/

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