Ode á Babaji ou a “busca” reencontrada!

http://www.youtube.com/watch?v=-PsQE3SotWs          Image Leiam escutando “Angeles – Flauta De Pan El Pastor Solitario Mp3“abrindo o site: http://astrologamarcia.blogspot.com/2011_07_25_archive.html  – e deixe tocar,no compasso do coração!

A minha vida: uma Ode à Babaji ,Grande Pai!

– A busca reencontrada –

Image

Com a experiência deste ser que agora está em foto, tenho vivido meus santos momentos de alegria – onde nada me falta!

Minha mente, por vezes, se une à Sua alegria – quando estou no quarto ,rezando: esqueço de mim mesmo e permeio na unidade da existência os Seus pensamentos divinos;

Vibrações que vem de todo parte – que do Todo do Pai se emanam. Átomos que se criam e se reconstroem, num jogo de emoções divinas, fazendo jorrar meu coração de alegria pelo vibrar do pensamento num estado de atenção!

Atenciosa é a matéria, que nos responde aos anseios; desconhecidos anseios d’alma!

Quem há de conhecê-los? – e necessário limpar sua mente: esquecer-se de si, de tudo o que conheces! ‘’ Conheceras então os deuses e o universo!’’

Quando nos falta  desejo,então, o q fazer?

Louvar a cada vibração do existir!

Chegam de vãs projeções da mente, as projeções que encobrem a realidade…

Saindo do intelecto, uso a ponte da realidade, que em nada acredita e tudo vê!

Pedi uma ode a Babaji – aqui fiz!

‘’ Babaji, agora este ser que vive em mim – aqui Eu existo!

Não sou mais o ego humano – sem preferenciais, entendo o espírito imortal!

Ele quer que pulsemos. Que vibremos alem dos estreitos limites das realidades pessoais: é necessário enxergar à nossa volta!

– Pense agora – e já estará enxergando o teu mundo próprio: nunca entendestes a divindade!

Jamais aceitastes Seus silentes pensamentos vibracionais… Essa historia de dar nome tem te perdido e te tornado preguiçoso…

Não queres mais conhecer, “porque já conheces”. Nada conheces, nem o copo de água que bebes, nem a mão que lhe acaricia, por vezes, na forma de mãe! Há muito mais à saber…

Tens que experimentar algo além do visto, algo alem do que sabes!

O não saber é a graça da existência: é o não ser que nada vê para si, e tudo vê, sem perceber!

Não tomo agora partido do existir: existo!

Não sou eu: sou nada!’’

Com esta tentativa de dizer o que vivo, comecei minha redação.

Escolhi esta representação – uma foto autentica de um Guru de nome Babaji, que resgatou a Kriya Yoga ao mundo no fim do século XIX através de um homem que “por acaso” O achou!

Muitos hoje têm comprovado as graças desta técnica meditativa.
Em 5 anos, um americano entrou em Samadhy após conhecer esta técnica… Seu sorriso é irresistível:

FOTO DA AUTOBIGRAPHIA DE UM YOGUE

Agora eu permaneço atento ao que existe alem de mim – sem me preocupar em demasia!

E afinal, quem sou eu?

CITAR A CIENCIA DO YOGA quando Krishina fala da percepção do eu ser a sabedoria eterna.

Esta busca tem me mantido ‘’vivo’’ desde os 17 anos… Com 14 já buscava algo.

Com 15 buscava o não buscar: não queria nada com a vida!

Com 16, fui despertando, conhecendo, amando..

Mas só com 17 tive a experiência do esquecimento: quando esquecemos os problemas, as faltas, as projeções: 2 dias de pura magia…

De um oceano de sofrimento, vivi um nascimento cósmico!

Meus olhos eram fixos como a lua e profundos como as águas. Parecido aos de Yogananda que, quando em samadhi, adquiriam um brilho especial:

FOTO DO POEMA sobre o sonho do eu!

Nesse meio termo me encontrei…

O corpo me obedecia maquinalmente e o espírito se sobressaia com grande jubilo e muita calma – sem pressa: pois tudo estava ali, tudo o que necessitava. Em cada andar, em cada passo: tudo via: nada faltava!

Depois desta experiência, busquei, intelectualizei a experiência!

Em vão – poucos frutos colhi… Ainda escrevo algo sobre, mais porque me sinto obrigado a compartilhar com o mundo as possibilidades além da experiência da autodeterminação, do Eu que julga saber quem é!

Espero que todos vivam isso!

Vivi muitas correlações. Percebi as religiões e usa unicidade. Os grandes seres, homens de ciência, e suas semelhantes verdades!

Agora o que resta é só a maldade, a pressa, que só existe fora de mim porque as vejo a partir de mim!

Então, todos os dias medito, porque esqueço – esqueço do que não me convém : das crenças que criam um mundo imaginário nas culturas humanas: das distrações que criam projetos, metas,que subordinam o ser feliz ao ‘’ter felicidade”.

Yogananda costumava dizer: quando sinto a felicidade e logo tento apossar-me dela, ela foge de mim sem cerimônia!

A foto de Lahiri, que recebeu a Kryia de Babaji: a primeira foi tirada com os dicippulos,todos apareceram,e no centro, onde estava o mestre,sentado a anos na postura de lótus: nada se via!

Na segunda, o mesmo.

Na insistência, Ele afirmou: Como quer capturar algo incapturavel! Pensas que com o retrato deste corpo, me guardaras?

O mestre se deu por vencido e apareceu na próxima foto:

Image

Não convivi diretamente com mestres assim, não vi seus prodígios, mas, posso afirmar, com certeza: funciona!

Busco a CONSCIÊNCIA cósmica, mas me desvio dela: falta-me paixão pelo desapego!

Quando os circuitos neuronais do cérebro são libertados, enxergamos pontos que mal percebíamos. Predominando a atenção pelo sonho dos pensamentos, acontece o inimaginável: a fusão do ser com a realidade!

Liberte-se agora do saber e afirme: só sei q nada sei!

Porque o saber não é necessário àquele que pode ver!

Quando me comunico diretamente com o mundo, sem o intermédio das crenças,vejo que Amo tudo!

Vou entrando em êxtase e percebo que amo cada participante de minha percepção!

Infelizmente, ou não, isto tem durado pouco!

“O grande mestre do universo Infinito,

Vem brincar comigo, e mostrar a realidade do teu Eu Sou!

Seja minha consciência una com a vossa

Seja Vossos filhos, chamas brilhantes , reconhecedoras de sua luz eternamente una

com a consciência do nosso Pai…

Esse Deus que nos criou

Mostra-nos o magnetismo da chispa divina dentro da consciência

Ensina-nos a açambarcar a Divina Realidade presente em cada momento, em cada partícula, material e imaterial , de Nosso Ser!

Somos Deus em sua consciência diminuta.

Se tomarmos conta do que Ele nos deu- aprenderemos mais rápido, e, o melhor, com a consciência de que ele esta em nós e nos somos ele!

Que a escala infinita de seres astrais nos ajude e nos oriente a expandir o Ser rumo a Infinitude realmente existente de Deus, dentro de nós mesmos!

Amém!!!”

“Todos os Budas, Iluminados , estão a nosso serviço, agora!

Luto todos os dias, até não precisar mais, para reconhecer e perceber

Estas divinas consciências, dentro e fora de mim!

Os Budas do passado estão aqui, nos burilando, nos limpando,

para que finalmente no vejamos como realmente somos: Budas iluminados!”.

*Quem quiser entender melhor, leia os capitulos 33,34 e 35 do livro AUTOBIOGRAFIA de UM YOGUE :

http://arquivos.brauliobo.org/books/Paramahamsa%20Yogananda%20-%20Autobiografia%20de%20um%20Iogue.pdf

* citarei o encontro de Yoganadaji com Babaji, presente no livro “Autobiografia de Um Yogue”, no capítulo 37 ( Leonard Or, criador do Renascimento, tecnica terapeutica e Salo Calderon, criador do blog viagemastral.com tb tiveram a oportunidade deste encontro).Image

Capítulo 37 – Vou à América
América! Esta gente é mesmo americana! – Foi este o meu
pensamento, quando meu olhar interior descortinou um panorama de restos
ocidentais319.
Imerso em meditação, encontrava-me sentado atrás de alguns caixotes
cobertos de pó, na despensa da escola de Ranchi320. Era difícil achar um
retiro privado durante aqueles anos trabalhosos junto às gerações mais
jovens.
A visão persistiu; uma vasta multidão, encarando-me atentamente,
deslizava como atores no palco de minha consciência.
A porta da despensa abriu-se; como de costume, um dos meninos
descobrira o meu esconderijo.
– Venha cá, Bimal – gritei alegremente. – Tenho novidades para você: o
Senhor está me chamando para a América!
– Para a América? – O menino fez eco às minhas palavras num tom que
sugeria eu ter dito: “para a lua”.
– Sim! Parto para descobrir a América, à semelhança de Colombo. Ele
pensou ter encontrado a índia; sem dúvida, existe um elo cármíco entre
estas duas terras!
Bimal afastou-se correndo; em breve, a escola inteira fora informada
pelo jornal de duas pernas.
Convoquei o desnorteado grupo de professores e entreguei-lhes a
direção da escola.
– Sei que conservarão os ideais iogues de Láhiri Mahásaya, a
educação como finalidade primeira e última – disse eu. – Freqüentemente
lhes escreverei; se Deus quiser, voltarei algum dia.
As lágrimas assomaram-me aos olhos quando lancei o último olhar aos
meninos e aos terrenos ensolarados de Ranchi. Sabia que uma época,
definida de minha existência se encerrara então; doravante, residiria em
terras longínquas. Tomei o trem para Calcutá, algumas horas depois de
minha visão. No dia seguinte, recebi um convite para representar a índia no
Congresso Internacional de Religiões Liberais, na América. Reunia-se
naquele ano em Boston, sob os auspícios da Associação Unitária
Americana.
Com a cabeça em remoinho, procurei Sri Yuktéswar em Serampore.
319 No Ocidente, tenho visto muitos daqueles semblantes e os reconheço instantaneamente.
320 Em 1959, Sri Daya Mata, presidente de SRF-YSS, consagrou um Dhyana Mandir (“Templo de Meditação”), construído no
mesmo local da anterior despensa de Ranchi, onde ocorreu a visão de Paramàhânsaji. (Nota de SRF)
310
– Gúruji, acabo de ser convidado para participar de um congresso
religioso nos Estados Unidos. Devo ir?
– Todas as portas estão abertas para você respondeu o Mestre com
simplicidade. – É agora ou nunca.
– Mas, senhor – retruquei, desanimado que sei eu de oratória?
Raramente fiz conferências e nunca em inglês.
– Em inglês ou não, suas palavras sobre ioga serão ouvidas no
Ocidente.
Dei uma risada. – Bem, querido gúruji, penso que os norte-americanos
dificilmente aprenderão berigali! Por favor, abençoe-me com um “empurrão”
para que eu salte os obstáculos da língua inglesa.321..
Quando anunciei meus novos planos a Papai, ele se mostrou estupefato.
A América, para ele, era uma terra incrivelmente distante; temia
nunca mais me ver.
– Como poderá ir? – indagou severamente, – Quem financiará sua
viagem? – Tendo arcado afetuosamente com as despesas de minha
educação e de toda a minha vida, esperava ele, sem dúvida, que esta
pergunta trouxesse uma embaraçante interrupção ao meu projeto.
– O Senhor me financiará, seguramente. – Ao formular esta resposta,
recordei outra, idêntica, que há muito tempo atrás dera a meu irmão Ananta,
em Agra. Sem demasiada malícia, acrescentei: – Talvez Deus sugira à sua
mente, Papai, dar-me ajuda.
– Não, nunca! ~ Ele me olhou com piedade.
Fiquei assombrado, por isso, quando Papai me entregou, no dia
seguinte, um cheque equivalente a uma grande soma.
– Dou-lhe este dinheiro – disse ele – não em minha condição de pai,
mas de discípulo fiel de Láhiri Mahásaya. Vá, pois, a essa distante nação do
Ocidente; difunda lá os ensinamentos não-sectários de Kriya Yoga.
Comoveu-me profundamente o espírito altruísta com que Papai fora
capaz de renunciar de imediato a seus desejos pessoais. Na noite anterior,
ele alcançara a justa compreensão de que o turismo estava fora de meus
planos.
– Talvez nunca mais nos encontremos nesta vida. – Papai, com 67 anos
naquela época, expressou-se tristemente.
Uma convicção intuitiva impeliu-me a responder: – Tenho a certeza de
que o Senhor nos reunirá mais uma vez.
321 Sri Yuktéswar e eu ordinariamente conversávamos em bengali. “Se no firmamento se visse, de repente, a explosão de mil sóis,
inundando a Terra com radiação inacreditável, talvez, então, fosse imaginável o esplendor e a majestade do Santíssimo! (4)
Mágavad Gíta, 11:12 (tradução inglesa de Arnold).
311
Ao prosseguir em meus preparativos para deixar o Mestre e minha
terra natal, rumo às costas desconhecidas da América, experimentei certa
inquietude. Ouvira numerosas histórias sobre o “Ocidente materialista”: –
uma terra muito diferente da Índia saturada pela aura secular dos santos.
“Para desafiar os ares ocidentais”, pensei, “um instrutor oriental deve
resistir a provas muito mais duras que o frio do Himalaia! “
Certa manhã, bem cedo, comecei a rezar, com a inflexível determinação
de continuar rezando, até morrer de rezar, ou até ouvir a voz ele
Deus. Queria Sua bênção e garantia de que eu não me perderia na bruma
do utilitarismo moderno. Meu coração se dispunha a ir à América, mas, com
força ainda maior, se propunha a ouvir a permissão divina, para seu consolo.
Rezei e rezei, abafando os soluços. Nenhuma resposta veio. Ao
meio-dia, atingi o clímax; minha cabeça girava sob a pressão de agonia.
Senti que se clamasse mais uma vez, aumentando a profundeza de minha
paixão interior, meu cérebro explodiria.
Naquele momento, ouvi uma batida na porta de minha casa de Gurpar
Road. Atendendo ao chamado, vi um jovem vestido com o traje escasso do
homem de renúncia. Ele entrou.
“Deve ser Bábají!”- pensei, ofuscado, porque o homem diante de mim
tinha o aspecto de um jovem Láhiri Mahásaya. Ele respondeu ao meu
pensamento: – Sim, sou Bábají. – Falava melodiosamente em hindi. – Nosso
Pai Celestial ouviu sua prece. Ele me ordena que lhe diga: “Obedeça a seu
guru e vá à América. Nada receie: será protegido, “
Após uma pausa vibrante, Bábají dirigiu-se a mim novamente: — Eu o
escolhi para difundir a mensagem de Kriya Yoga no Ocidente. Há tempos
atrás encontrei seu guru Yuktéswar numa Kumbha Mela e lhe disse que
enviaria um discípulo ao seu áshram para receber treinamento com esse fim.
Emudecido, afogado em temor reverente por sua presença, senti
profunda comoção ao ouvir, de seus próprios lábios, que ele me guiara a Sri
Yuktéswar. Prosternei-me aos pés do imortal guru. Afavelmente, ele me
ergueu. Depois de me dizer muitas coisas sobre minha vida, deu-me certas
instruções pessoais e fez-me algumas profecias secretas.
– Kriya Yoga, a técnica científica para alcançar consciência de Deus –
disse finalmente com solenidade – terminará por difundir-se em todas as
terras e ajudará a harmonizar as nações através da percepção pessoal e
transcendente que, do Pai Infinito, o homem alcançará.
Com um olhar de soberano poder, o mestre eletrizou-me com um
vislumbre de sua consciência cósmica.
Pouco depois, Bábají moveu-se em direção à porta, observando: – Não
tente seguir-me. Não o conseguirá.
312
– Por piedade, Bábají, não se afaste – gritei repetidamente. – Leve-me
consigo! – Ele respondeu: – Agora não; em outra oportunidade.
Dominado pela emoção, não atendi à sua advertência. Tentando
segui-lo, descobri que meus pés estavam firmemente cravados no chão. Da
porta, Bábají lançou-me um último olhar afetuoso. Meus olhos se fixaram
nele com anseio e nostalgia, enquanto sua mão se erguia num gesto de
bênção e ele se afastava.
Alguns minutos depois, meus pés ficaram livres. Sentei-me e mergulhei
em profunda meditação, incessantemente agradecendo a Deus, não apenas
por Sua resposta à minha prece, mas por ter me proporcionado a bênção de
um encontro com Bábají. Meu corpo inteiro parecia santificado pelo contato
com o mestre antiquíssimo e sempre jovem. Longo fora o meu ardente
desejo de contemplá-lo.
Até agora, jamais contara a alguém a história de meu encontro com
Bábají. Considerando-a a mais sagrada de minhas experiências humanas,
eu a mantinha oculta em meu coração. Ocorreu-me, porém, o pensamento
de que os leitores desta autobiografia tenderiam mais a acreditar na
realidade do recôndito Bábají e em seu interesse pelo mundo, se eu
contasse que o vi com meus próprios olhos. Ajudei um artista a desenhar,
para este livro, um fiel retrato do Cristo-iogue da Índia moderna.
Na véspera de minha partida para os Estados Unidos, encontrei-me na
santa presença de Sri Yuktéswar. – Esqueça que nasceu entre indianos e
não adote todos os costumes americanos. Escolha o melhor de ambos os
povos – disse ele, em sua tranqüila sabedoria. – Seja o que você realmente é,
um filho de Deus. Busque e incorpore a seu ser as melhores qualidades de
todos os seus irmãos, disseminados pela Terra, em diferentes raças.
Ele, então, me abençoou: – Todos os que vierem até você com fé, à
procura de Deus, serão ajudados. Quando você olhar para eles ‘ a corrente
espiritual, que emana de seus olhos, penetrará nos cérebros e modificará os
hábitos materiais alheios, fazendo-os mais conscientes de Deus. – Sorrindo,
acrescentou: – Seu destino de atrair almas sinceras é muito bom. Aonde quer
que vá, até no deserto ou na selva, encontrará amigos.
Ambas as bênçãos de Sri Yuktéswar tiveram ampla confirmação. Vim
sozinho à América, onde não tinha um único amigo; mas aqui encontrei
milhares, prontos a receber ensinamentos imperecíveis para a alma.
Parti da índia em agosto de 1920, a bordo do “Cidade de Esparta”, o
primeiro navio de passageiros a sair para a América depois do término da
Primeira Guerra Mundial. Só conseguira obter passagem após a remoção,
de modo quase miraculoso, de muitas dificuldades burocráticas relativas à
concessão de meu passaporte.
No decorrer da viagem de dois meses, um dos passageiros descobriu
que eu era o delegado da índia ao Congresso de Boston,
313
– Swâmi Yogananda – disse ele, com a primeira das muitas pronúncias
exóticas que eu ouviria posteriormente na América ao mencionarem o meu
nome – dê-nos a honra de ouvir uma conferência sua na próxima quinta-feira
à noite. Penso que seria muito útil a todos nós, passageiros, se falasse sobre
“A Batalha da Vida e como empreendê-la “.
Ai de mim! Eu é que tinha de travar a batalha de minha própria vida,
conforme descobri na quarta-feira. Tentando desesperadamente coordenar
minhas idéias para uma palestra em inglês, acabei por abandonar todos os
preparativos; meus pensamentos, como um potro selvagem experimentando
a sela, recusaram qualquer cooperação com as regras da gramática inglesa.
Todavia, confiando plenamente nas anteriores afirmações do Mestre,
apresentei-me aos ouvintes, no salão do navio, na quinta-feira. A eloqüência
não me afluiu aos lábios; permaneci de pé, sem articular palavra diante do
auditório. Os ouvintes, depois de uma prova de paciência que durou dez
minutos, compreenderam minha atribulação e começaram a rir.
Para mim, a situação não era nada engraçada naquele momento;
indignado, dirigi ao Mestre uma prece silenciosa.
“Você pode! Fale! “- A voz dele ressoou instantaneamente no mais
íntimo de minha consciência.
Meus pensamentos estabeleceram imediatamente relações amigáveis
com a língua inglesa. Quarenta e cinco minutos depois, a assistência ainda
se mantinha atenta. A palestra valeu-me uma série de convites para falar
posteriormente a diversos grupos na América.
Nunca pude me lembrar, após a conferência, de uma só palavra dita
por mim. Investigando discretamente, ouvi de vários passageiros: “O senhor
pronunciou uma inspiradora palestra, em inglês correto e fluente.” Ao receber
tão agradável notícia, agradeci humildemente a meu guru, por seu oportuno
auxílio, compreendendo mais uma vez que ele estava sempre comigo,
suprimindo todas as barreiras de espaço e tempo.
De vez em quando, durante o resto da viagem por mar, experimentava
algumas pontadas de apreensão acerca da prova iminente, a próxima
conferência em inglês, no Congresso de Boston.
– Senhor – rezei profundamente – permite que Tu sejas a minha única
inspiração!
O “Cidade de Esparta” atracou perto de Boston, em fins de setembro.
Em 6 de outubro de 1920, pronunciei para os congressistas o meu discurso
de estréia na América. Foi bem recebido; respirei aliviado. O magnânimo
secretário da Associação Unitária Americana escreveu o seguinte
comentário para um relatório impresso322 das atas do Congresso:
322 “Novas peregrinações do Espírito” (Boston, Beacon Press, 1921).
314
“Swâmi Yogananda, representante do Bramachárya Áshram, de
Ranchi, trouxe ao Congresso os cumprimentos da Associação a que pertence.
Em inglês fluente e dicção vigorosa, fez uma palestra de caráter
filosófico sobre “A Ciência da Religião”, a qual foi impressa em folhetos para
distribuição mais ampla. A religião, disse ele, é uma só e universal. Não
podemos universalizar costumes e convenções particulares; mas o elemento
comum nas religiões pode ser universalizado, e a todos podemos pedir que o
sigam e cumpram”.
Graças ao cheque generoso de Papai, foi-me possível permanecer ros
Estados Unidos depois de terminado o Congresso, Três anos felizes
decorreram em humildes circunstâncias em Boston. Dei conferências públicas,
ensinei às minhas classes de ioga e escrevi um livro de poemas,
“Canções da Alma”, com prefácio do dr. Frederick B. Robinson, diretor da
Escola Superior da Cidade de Nova York323.(…)

LEIAM:http://www.autobiografiadeumiogue.com/promessa_pos_morte_yogananda.htm

http://elmagicodespertardelossentidos.blogspot.com/2011/02/paramahansa-yogananda-el-cambio-esta-en.html

http://suavizando.blogspot.com/2009_12_01_archive.html

http://www.tradepar.com.br/busca/yogananda-paramahansa-como-feliz-tempo.html

outros blogs:

http://virtual-babaji-vishwananda.blogspot.com/2010/02/letter-from-babaji-crossroad-of-your.html

http://hinduism.about.com/od/gurussaintsofthepast/p/Babaji.htm

http://virtual-babaji-vishwananda.blogspot.com/2011_08_01_archive.html

http://wn.com/Experiences_with_Paramahansa_Yogananda

http://bolstablog.wordpress.com/2009/03/23/yogananda/

http://sadhanandaswamigal.blogspot.com/2010/06/guru-babaji.html

http://www.kriyaji.com/kriyaji/babaji/

http://shaktilalla.blogspot.com/2006/11/me-csmica-por-yogananda.html

p ler mais:

http://www.mysticsaint.info/2008_07_01_archive.html

http://www.almasdivinas.com.br/elevando_se_ao_carma.htm

http://andreaalves.blog.br/sem-categoria/os-jardins-de-yogananda/

http://vortice11.blogspot.com/

http://trust-the-voice-within.com/

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